O MITO DA FRUTOSE – AÇÚCAR DO AÇUCAREIRO E O DAS FRUTAS

 

 

A diferença entre o açúcar do açucareiro e o das frutas

Uma tese cara aos médicos sucró filos é a de que o organismo não distingue entre o açú car refinado e o natural, metabolizando-os da mesma forma. O doutor Flávio Rotman, fellow do American College of Nutrition, chega a assimilar os dois açú cares: Se realmente a glicose encontrada na sacarose (açúcar refinado) está implicada na gênese da arterioesclerose, o amido das frutas, os legumes e cereais devem estar também.

Mas entre os médicos há quem acredite que o açúcar tem qualquer coisa de diferente em relação aos outros carboidratos.

A sacarose nos vegetais, já vimos, é uma substância instável pronta para se transformar em glicose e frutose.

Na usina dá-se um jeito de congelar a sacarose através de vários banhos de cal, sulfitos etc. Sempre fica a pergunta: a sacarose congelada e cristalizada, isolada e quase pura, não teria sua estrutura molecular de alguma forma alterada?

 

Doutor Frederick Banting, um dos criadores da insulina, já havia manifestado sua desconfiança: No processo de aquecimento e recristalização do açúcar natural da cana alguma coisa é alterada, transformando o produto refinado num alimento perigoso.

E mais recentemente o doutor Charles McGee, da Sociedade de Ecologia Clínica, disse que não se sabe exatamente por que o açúcar refinado é danoso, mas estudos com humanos e animais mostram que é biologicamente diferente dos carboidratos naturais.22

Não só biológica mas quimicamente: a frutose das frutas é diferente da que constitui a sacarose. De acordo com a literatura química, coisa que só os químicos entendem, a sacarose não é constituída pela d-frutose comum piranó sica, mas a d-frutofuranose que não muda em furânico o ciclo pirânico, nem mediante calor, nem catalisado por ácido ou enzima. A fácil hidró lise da sacarose deve-se à constituição furanó sica da frutose componente da molécula de sacarose. A furanose é menos estável que a piranose. Será que esse babado aí não explicaria a nocividade do açúcar? Com a palavra o pessoal da Química.

Outra diferença é a que diz respeito à propriedade não -redutora da sacarose. Esse detalhe químico diz que redutor é o açúcar que apresenta uma hidroxila livre. O não-redutor não tem essa hidroxila, ela está ocupada ligando os monossacarídeos. Os açú cares naturalmente encontrados nas frutas e no mel – os monossacarídeos glicose e frutose – são redutores. O açúcar do leite  um dissacarídeo como a sacarose – também é de natureza redutora. O pouco conhecido dissacarídeo isomaltulose, tido como de baixo potencial cariogênico, também é um açú car redutor. Essa propriedade faz da sacarose um corpo estranho entre os outros açú cares. Lehninger, como vimos, estranhou o fato de a sacarose ser diferente dos outros açú cares por esse detalhe que segundo ele protege-a do ataque oxidativo das enzimas enquanto circula pela seiva das plantas.

Fica a impressão de que os açú cares que a mãe natureza preparou para o consumo de seus filhos são os redutores. Será que essa propriedade não explicaria a nocividade do açú car? Com a palavra o pessoal da Bioquímica. E para concluir este tó pico com chave de ouro: A trealose natural um importante composto a,a que ocorre em plantas. A sacarose é sem dúvida o dissacarídeo mais importante do grupo trealose. Recentemente a trealose foi identificada como açú car do sangue… dos insetos. 

Os traficantes de açúcar pensam que nós , a humanidade, temos sangue de barata.

Os açúcares do açucareiro

Mesmo o famigerado do açucareiro apresenta-se sob diversos disfarces: tem o refinado e branco, o cristal, o demerara, o mascavo, e o de confeiteiro.

Já vi no programa de Ana Maria Braga um sujeito de avental branco  à guisa de cientista  explicando quais as diferenças entre os diversos tipos de açúcar do açucareiro. Algum tempo depois, em fevereiro de 2005 a revista Mundo estranho, da editora Abril, trazia uma reportagem semelhante. Agora não tenho dú vidas de que se trata de um expediente propagandístico. Segundo essas espécies de matérias-pagas o que diferencia um tipo de açú car do outro é a composição nutricional. Quanto mais perto do estado bruto e escuro é o açúc ar mais vitaminas e sais minerais ele tem.

 

açú car branco apesar do roubo de nutrientes ocorrido durante o refino ele ainda mantêm resquícios deles. O cristal perde só 90% dos sais minerais. E o demerara tem valores nutricionais altos. Tudo conversa mole para boi dormir e lagartixa cair da parede.

A grande diferença entre eles é a maior ou menor quantidade de sujidades que cada um contém. O mais refinado e branco tem uma pequeníssima quantidade de lixo químico fino. O mais bruto ou mascavo tem sujeira grossa  terra, resquícios de plantas, de insetos e de excrementos. Além de ser úmido, o que facilita o surgimento de fungos. O cristal é menos sujo que o mascavo e mais sujo que o refinado. O demerara é um açúcar cristal ligeiramente melecado com melaço. Em termos de sujidades, fica entre o cristal e o mascavo.

Quanto aos nutrientes que possam existir nos açúcares mais sujos são tão insignificantes que não compensa correr o risco de cárie, obesidade e diabetes por causa deles.

Açúcar não devia ser objeto da Nutrição e sim apenas da Química e da Farmacologia. Todos esses açúcares no fundo são sacarose mais ou menos refinada. E a sacarose extraída de um capim e adicionada aos alimentos, é responsável direta por uma série de doenças crônicas. Assunto para a Fisiopatologia.

O peso molecular dos açúcares

Sacarose 342,30
Galactose 180,16
Frutose 180,16
Glicose 180,16

Está explicado por que o açúcar pesa no estômago.

Frutose

o  famoso açúcar das frutas. As frutas e o mel contêm glicose e frutose. Entre outras coisas a frutose é o açú car preferido dos espermatozó ides, o muco das vesículas seminais contém grande quantidade de frutose e o líquido seminal também, para que eles se mantenham vivos e em movimento na alegre dança que nem sempre termina em fecundação. É como se a frutose fosse um combustível nobre de altíssima octanagem, é ela que movimenta o espermatozóide na sua maratona at é o óvulo.

Frutose é um açúcar especial, é o mais doce de todos os açúcares, sua absorção é diferente da glicose e apesar de chamada de absorção facilitada é muito mais lenta, a metade da velocidade da glicose. A medalha de ouro é da galactose que chega uma cabeça na frente da glicose à linha de chegada  o sistema porta.

Só que a mãe natureza oferece a frutose em quantidades bem pequenas e ela deve ter boas razõ es para isso. A glicose perfaz 80% e a frutose apenas 10% da dieta que o Dr Guyton chama de normal. Se considerarmos que a sacarose da dieta açucarada é transformada em glicose e frutose meio a meio. O consumo de frutose pelo homem contemporâneo está perigosamente muito aumentado. Segundo o Prêmio Nobel Linus Pauling, o consumo de frutose antes do açucaramento da dieta era em torno de 3% (300g de glicose para 8g de frutose).

A carga de frutose proporcionada pela dieta açucarada moderna é prejudicial de diversas formas: a frutose pura, vendida em supermercados e farmácias como adoçante, consumida em excesso dá diarréia. No organismo a frutose é precursora de colesterol (para quem tem medo dele). Nas células, depois de percorrer a via dos polió is, a frutose origina radicais livres. Ela, diante de oxigênio, se auto-oxida gerando um dicarbonilo, e o radical ânion super-óxido, compostos lesivos que levam a um estresse oxidativo nas células.

A glicose que também se auto-oxida, glicosila proteínas mais lentamente e é menos tó xica que a frutose. Alguns autores por causa disso acham que o fato da glicose ser o principal açú car circulante constitui uma vantagem evolutiva das formas mais complexas de vida. Uma vantagem empastelada pelos traficantes de açúcar que entopem a raça humana com glicose e frutose desnecessárias. O produto da oxidação da frutose, é responsável pela maior parte da formação de ligaçõ es cruzadas entre proteínas que dão origem aos AGEs-produtos finais da glicação avançada.24 Estes nada mais são que proteínas prejudicadas estrutural e funcionalmente depois de reagirem com açú car, são responsáveis por patologias crô nicas diversas especialmente as chamadas complicaçõ es do diabetes.

E para fechar com chave-de-ouro; a página da Merck na internet diz que bastam apenas 25 gramas de frutose refinada para matar o mesmo ratão que morre com uma dose de 29,7 gramas de açúcar.

 

fonte: Livro Negro do Açúcar

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